Repensando a moda com atitudes sustentáveis

Diante de problemas ambientais como a escassez de recursos naturais, a extinção de animais silvestres, a poluição e a grande produção de dejetos, a sustentabilidade tornou-se o tema central de diversas discussões no design, na arquitetura, na produção de alimentos, nas indústrias e na moda. Entende-se por sustentabilidade a ação de discutir e criar produtos e serviços com pouco impacto ambiental e de qualidade, envolvendo-se em todo o ciclo de vida do produto envolvendo a sua criação, a distribuição, o uso e o descarte. O tipo de serviço, o conforto e a satisfação do uso também é analisado para avaliar se um produto ou serviço é melhor do que seus concorrentes em termos ambientais, levando o cliente a refletir sobre a sua própria forma de consumo.

Na produção de vestuário há estudos e projetos que buscam encontrar maneiras de utilizar recursos que agridam menos o meio ambiente, como os corantes que demoram para desbotar, os tecidos orgânicos como o algodão, a reutilização da água para lavagem dos tecidos e a utilização de materiais recicláveis como as garrafas PET. A preocupação das indústrias de fibras, tecidos e vestuário está em diminuir a agressão ao meio ambiente, no intuito de ajudar a preservar os solos e os rios que acabam sofrendo com a erosão e a poluição.

Os corantes naturais evitam a utilização de muitos produtos químicos no tingimento das roupas

A plantação de algodão orgânico não utiliza agrotóxicos e agride menos o solo

A reciclagem de garrafas PET para a fabricação de tecidos ajuda a diminuir a quantidade de lixo nas cidades

O consumidor também pode colaborar e ter atitudes mais sustentáveis através da conscientização sobre o consumo individual e de como ele afeta o meio em que vive. Garantir a qualidade da roupa através da higienização, da maneira como se guarda no armário e da manutenção favorece a durabilidade e qualidade da peça, permitindo usá-la por mais tempo sem a necessidade de comprar mais roupas e acabar tendo um “estoque” em casa. Outra atitude que já é comum em outros países e já foi citado no post anterior é comprar ou trocar roupas em brechós ou entre um grupo de amigas, possibilitando gastar menos e ainda sim conseguir roupas bonitas e de qualidade. Para quem é criativo, pode-se reinventar looks combinando as roupas que já tem no armário, evitando o consumo exagerado e se divertindo nas variações que pode criar todos os dias.

Looks repetidos de Kate Middleton

Ter consciência ecológica é pensar no agora e no futuro, com medidas que nos possibilite usufruir dos recursos naturais que já temos e pensando em maneiras de preservá-los para as gerações seguintes.

Bom, bonito e barato? Roupas legais por um preço bem mais baixo!

Em algumas situações não é possível comprar uma roupa vista nas capas das revistas de moda porque ela é absurdamente cara. Para suprir essa lacuna e ainda sim seguir tendências, uma opção escolhida por muitos moderninhos é comprar roupas, sapatos e acessórios em brechós.

O antigo preconceito de comprar roupas usadas, num lugar sujo e cheirando a mofo deu lugar a lugares bem cuidados, com peças de qualidade, com ótimos preços e muita história para contar. Além de economizar bastante, é possível encontrar roupas e acessórios que estão nas revistas, pois muitas tendências estão focando na moda do passado, como as estampas floridas.

Pode-se encontrar brechós em bazares beneficentes, igrejas, asilos e nas lojas próprias. Se tem preguiça de procurar peças pessoalmente, pode comprar em brechós virtuais, de fácil acesso, com fotos expostas no site e para todos os gostos. O que incomoda, principalmente no Brasil, são os brechós que vendem roupas com preço muito elevado, pois são peças de outro país ou de marca. Em uma entrevista para a Folha, uma cantora francesa chamada Soko, que estava em turnê no Brasil, gostava muito de brechós, mas desistiu de comprar por aqui pois era muito caro e nos EUA era bem mais em conta.

“Antes de deixar a loja, tentou comprar um par de sapatos bicolores, tipo “oxford”, como os que calçava no dia do show do Sesc. Indignada com o preço (R$ 300), deixou escapar: “Tenho um desses. Comprei em um brechó em Los Angeles e paguei apenas 10 dólares, acho que vou continuar com eles, aqui é tudo muito caro”. http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/812484-depois-de-shows-no-brasil-cantora-soko-garimpa-brechos-paulistanos.shtml

Há brechó para todo mundo, dos caros aos mais baratos, fica a critério de quem procura. Uma volta no bairro ou acessando a internet é o necessário para encontrar um. Boas compras!