Conheça o site Modasfera e os seus fundadores

Já ouviram falar sobre o Modasfera? É um site de ecommerce de moda onde os estilistas podem criar a sua marca e vender as suas coleções e já anda fazendo muito sucesso na internet!

O Moda com Biscoitos entrevistou o analista de sistemas formado pela USP Felipe Pierin e o analista de sistemas formado pela Fatec Alexandre Arcanjo, criadores do site Modasfera, para saber mais sobre como tudo começou e como tiveram a ideia de fazer do Modasfera o sucesso que está sendo.

Confira a entrevista:

MCB – Como surgiu a ideia de criar um site como o Modasfera?

Felipe Pierin –  O site Modasfera surgiu de um entendimento que não existem ferramentas que auxiliam os profissionais de moda a entrar no mercado, divulgando suas coleções. Sempre tivemos a vontade de fazer algo que ajudasse esse nicho, já que o sonho do estilista quando sai da faculdade de moda é ter a sua marca, criar as suas coleções e fazer muito sucesso com as vendas.

MCB – Como funciona o site?

Felipe Pierin – O Modasfera tem a intenção de ser um site que facilite a vida dos estudantes que querem entrar no  mercado de moda e para os profissionais que já atuam nele. Além de criar a própria marca, podem cadastrar as coleções e vendê-las.  Através das redes sociais, o estilista pode divulgar os seus produtos e conseguir seguidores, os fãs que vão curtir e compartilhar as postagens, aumentando as chances de venda. 

Alexandre Arcanjo – O site é muito fácil de ser usado, com uma plataforma simples e amigável, com uma aparência elegante e agradável para o comprador e vendedor navegar. Além disso, o site não cobra mensalidade ou custo adicional para ter benefícios como ter o seu produto no topo da página inicial, o estilista paga apenas um porcentagem sobre a venda, o que não é encontrado nos concorrentes.

MCB – Como faz para se cadastrar no Modasfera?

Alexandre Arcanjo – Qualquer um pode se cadastrar no site, desde o estudante até o profissional já consolidado. A pessoa se cadastra e só paga quando vende. Para participar é só se cadastrar no site, criar a marca e cadastrar os produtos e as coleções, divulgar nas redes sociais e sair vendendo.

MCB – Como vocês veem o mercado para quem está começando e como o Modasfera pode ajudar o profissional de moda?

Alexandre Arcanjo – O mercado é bastante fechado, são poucas oportunidades de desenvolver o próprio estilo dentro de uma empresa já consolidada. 

Felipe Pierin – Por isso a internet tornou-se uma forma de conseguir espaço para ser visto, para divulgação e para começar um negócio. O Modasfera é um exemplo disso pois cede espaço para quem está começando e quer criar uma marca própria, sem os custos de uma loja física.

Muito obrigado Felipe e Alexandre por nos conceder a entrevista e esperamos que o Modasfera seja um sucesso! =]

Se você estilista tiver peças confeccionadas e sonha em ter a sua marca cadastre suas criações no Modasfera e consiga muitas vendas!

Link do site: http://www.modasfera.com.br

 

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O outro lado da moda através do trabalho escravo em confecções de vestuário

 

A maioria dos estudantes de moda desejam tornar-se grandes estilistas, trabalhar para grandes empresas de roupas e alcançar o sonho de ter a sua própria marca. O glamour das passarelas, da televisão e das revistas mostram apenas o trabalho final de uma coleção e como dito no post anterior sobre os empregos na área de moda, há diversos profissionais trabalhando intensamente para que exista um produto de qualidade para os seus clientes. É possível entender que a empresa lida também com os fornecedores de matéria prima e com as confecções que costuram as peças para serem vendidas nas lojas, ou seja, muitas vezes não há um contato direto entre a marca e seus “parceiros”, apenas um contrato de quantas peças devem ser feitas e o prazo a ser entregue.

No dia 07 de agosto, o programa Profissão Repórter da Globo mostrou o que há por trás de uma calça jeans custar por volta de R$20,00, o funcionamento de diversas confecções em São Paulo e em Pernambuco e como é a distribuição do lucro obtido pela construção da peça. Segundo a reportagem, o preço da calça faz com que a terceirização dos serviços prestados às marcas seja barateado, resultando em baixo lucro e salários insignificantes para a subsistência dos trabalhadores dessas confecções. Cerca de 95% dos que fazem roupa não possuem direitos trabalhistas e muitos desses trabalhadores vivem em condições precárias, enganados com uma proposta de vida melhor em outro país, acabando por viver em um regime semelhante à época da chegada dos imigrantes italianos no Brasil. As condições análogas à servidão por dívidas resulta em horas absurdas de trabalho chegando a 15 horas por dia, a moradias precárias, com muitos dividindo um espaço pequeno sem camas, armários ou saneamento básico e a falta de perspectiva de um futuro melhor.

Muitos lembram do caso que ocorreu em São Paulo de uma famosa marca de roupas que terceirizava os serviços de uma confecção que utilizava mão de obra boliviana considerada escrava. A empresa se ausentou das acusações de favorecer esse tipo de “serviço”, alegando que não tinha responsabilidade sobre os seus fornecedores, já que era um serviço terceirizado. Há também o caso de uma marca de roupas e acessórios esportivos no qual foi comprovada que ela usufruía dos serviços de uma confecção chinesa que usava mão de obra infantil escrava e como o caso anterior, declarou-se inocente de possuir conhecimento sobre a situação, pelo mesmo motivo de ser um serviço terceirizado.

Diante desse lado obscuro da moda, cabe aos atuais e futuros profissionais da área decidir se vale a pena utilizar esse tipo de serviço que segrega os seus trabalhadores à condições degradantes, impedindo-os de sonhar com um futuro melhor. Aos consumidores, deve-se repensar e ter um olhar mais crítico sobre o consumo de determinadas marcas, seja pela grife ou pelo preço das peças.

Buscando o primeiro emprego na área de moda: Por quais caminhos seguir?

Universitária indo para a sua faculdade de moda

É muito comum um adolescente escolher a moda como profissão influenciado pelo glamour das passarelas, dos editoriais de revistas e pela fama, com imagens de fashionistas que enchem os olhos e levam a sonhar alto com uma vida de prestígio e status. O que muitos não enxergam é que por trás da beleza e sofisticação há muitos profissionais de diferentes áreas da moda que trabalham duro para levar o produto pronto para quem vai usufruir dele.  Mais do que isso, esse jovem não faz ideia de como começar a procurar um estágio ou um emprego, pois acredita que tudo virá fácil, como num reality show.

Conseguir um estágio ou emprego na área de moda não está fácil, porém, o mais engraçado é que essa dificuldade não se deve ao fato de que há poucos empregos e sim porque não há profissionais suficiente para as empresas. Há uma enorme procura por modelistas, vitrinistas,  atuantes em desenvolvimento de produto e infelizmente há um déficit desses especialistas, ou até mesmo assistentes, pois muitos estudantes entram na faculdade visando somente a produção de editoriais e mídias sociais (como os blogs).

Há diversos sites de emprego que facilitam a busca por um estágio ou qualificação, porém alguns são pagos e nos leva a pensar se vale a pena investir um dinheiro que um estudante ou desempregado geralmente não tem em algo que é incerto se irá trazer retornos. Deve-se levar consigo também uma desconfiança com relação a esses sites pagos, pois muitos apresentam constantemente vagas muito boas mas é comum ler depoimentos de pessoas que há muito tempo se inscrevem e que nunca foram chamadas para uma entrevista e recebem como desculpa dos atendentes desses sites de que o seu currículo “não está bom o suficiente”. Para quem não quer gastar dinheiro, o melhor é optar por sites gratuitos, que infelizmente oferecem as mesmas incertezas, mas pelo menos é um gasto a menos. As mídias sociais como o Twitter e o Facebook são ótimas fontes de informação, pois sempre tem pessoas divulgando vagas para eventos, editoras e empresas, basta digitar palavras-chave como “moda” e ir procurando algo que te interesse.

Antes mesmo de dar os primeiros passos na procura do primeiro emprego na área, permita-se abrir a mente para as diversas opções que a moda oferece. Pesquise, converse com profissionais, professores, leia, estude bastante e tenha a humildade de aceitar as oportunidades que aparecerem no seu caminho. O bom de conhecer o grande leque que a profissão oferece é poder ganhar experiência e conseguir lidar com os diversos desafios que poderá enfrentar ao longo da vida profissional, seja em uma editora, confecção marketing ou varejo.