A evolução da arte burlesca até a modernidade

Arte das camadas populares entre os séculos XVII e XIX que misturava o cômico e o satírico com a sensualidade, o teatro burlesco visava trazer o exagero, o espanto e o humor misturados com cenas eróticas, revelando temas comuns da sociedade como o ciúme, o adultério e a falsa moral principalmente das elites que eram sempre o foco principal a ser zombado nas apresentações.

Poster de uma peça de teatro burlesco

Poster de uma peça de teatro burlesco

Foto de uma dançarina burlesca

No início e na metade do século XX, o burlesco funcionou como uma fuga dos acontecimentos ruins das épocas como as guerras e problemas os econômicos, levando para os homens das classes operárias e para os soldados um momento de alegria com imagens de mulheres seminuas, misturando inocência e erotismo em posters pendurados nas paredes e nos armários, surgindo dessa prática o termo pin up girls. 

Parede do alojamento de um soldado com poster de pin ups

Ilustração de uma pin up

Ilustração de uma pin up

Essas mulheres tiveram o seu auge principalmente nas décadas de 40 e 50, com imagens de atrizes de Hollywood com corpos cheios de curvas e sensualidade sempre com um pouco de inocência, seja nos atos ou nas expressões. A modelo Bettie Page é até hoje um ícone para as pin ups atuais, se inspirando principalmente nos seus cabelos negros com a franja acima das sobrancelhas.

Marilyn Monroe

Bettie Page

No início dos anos 90, Dita Von Teese reascendeu a performance burlesca com apresentações e fotos relembrando o erotismo e a fantasia por trás do “mostra e não mostra”, comfigurinos cheios de penas, strass e glitter, trazendo em seus shows um pouco de perversão e obscenidade sempre com sofisticação e nostalgia de uma época onde os cabarés e os teatros eram o auge do entretenimento.

Capa do livro “Burlesque and the art of Teese”, com Dita Von Teese na capa

Famosa performance de Dita Von Teese na taça de martíni

No Brasil o cenário burlesco está sendo cada vez mais reconhecido e há dançarinas burlescas de grande destaque como a Sweetie Bird e a Fascinatrix que fazem dessa arte um estilo de vida e que apesar de não poderem viver apenas das apresentações, conseguem enxergar o burlesco em todo lugar através das cores, das foras e dos adereços que encontram nas ruas.

Sweetie Bird

Fascinatrix

Para essas mulheres, a sensualidade e o erótico vêm da fantasia e do lúdico através das poses e performances que encantam os seu espectadores e faz essa arte continuar existindo mesmo na época onde a internet, o cinema e a televisão reinam e deixam pouco espaço para o teatro.

Roupas eternizadas pelo cinema através de quatro décadas

Mais do que emocionar os espectadores e proporcionar um mundo de fantasia e sonhos, o cinema foi um grande divulgador da moda e inspirou gerações a mudar o guarda roupa e vestirem-se iguais aos atores e atrizes dos filmes. O vestuário das produções cinematográficas de décadas passadas continua influenciando as tendências atuais, sendo peças curinga no armário, pois ainda agrega o ar moderno que possuía na época. Quatro filmes, cada um de uma década diferente, eternizaram roupas que são indispensáveis para os dias de hoje.

 

Década de 40: Casablanca

Filme de 1942 dirigido por Michael Curtiz, conta o drama romântico de Rick (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman) em Casablanca, no Marrocos durante a Segunda Guerra Mundial. A escassez de tecidos obrigou a limitar a sua quantidade e fabricar peças em massa com silhueta militar, criando os conjuntos de casaco ou tweed e saias que iam abaixo do joelho.

Imagem do filme CasablancaFoto 1Casabanca (1942);

Campanha da Burberry com Emma WatsonFoto 2: Emma Watson para Burberry

 

 Década de 50: Sinfonia de Paris

Vencedor de seis Oscar, conta a história de um pintor norte-americano que tenta a sorte grande na charmosa e imortal Paris. O fim da Segunda Guerra devolveu a feminilidade para as roupas, trazendo uma silhueta mais jovem com a cintura bem marcada e saias midi ou na altura dos tornozelos.

Imagem do filme Sinfonia de Paris Foto 3: Sinfonia de Paris (1951);

 Foto 4: Desfile da Louis Vuitton coleção inverno 2010.

 

Década de 60: Bonequinha de Luxo

O famoso “pretinho básico” de Holly Golightly com shape sequinho eternizou-se na moda como sinônimo de elegância e feito para todas as ocasiões, lembrando que não é preciso roupas caras e acessórios de luxo para vestir-se bem.

Imagem do filme Bonequinha de Luxo com Audrey HepburnFoto 5: Bonequinha de Luxo (1961);

Seriado Sex and the cityFoto 6: Sex and the city (1998).

 

Década de 70: Hair

Quando o jovem de Oklahoma encontrou a cultura hippie não imaginou como a atmosfera dos anos 70 podia mudar a sua vida. As calças flare (antiga calça boca-de-sino), camisas tingidas e roupas de inspiração indiana eram peças essenciais no dia a dia dos hippies, com tecidos leves e de cores psicodélicas.

Cena do musical HairFoto 7: Hair (1979);

Look anos 70 de Nicole RichieFoto 8: Nicole Richie.